A VI Conferência Nacional sobre Modelagem Matemática, VI CNMEM, tem como tema: “Modelagem Matemática: ações pesquisas e o delinear de perspectivas“, e acontecerá de 12 a 14/11/2009, na Universidade Estudual de Londrina – UEL – Paraná.
As inscrições podem ser feitas pelo site. Ainda há tempo para a submissão de trabalhos: até 30/07/2009.
O X Encontro Paranaense de Educação Matemática, X EPREM, será realizado em Guarapuava, no período de 17 a 19/09/2009, na Universidade Estadual do Centro Oeste – UNICENTRO, Campus Santa Cruz.
A construção de poliedros foi uma das oficinas mais animadas e também bastante enriquecedora. Muitos já haviam trabalhado com a construção dos poliedros com varetas e garrote, papel cartão e elástico, canudinhos e linha, varetas e bolinhas de isopor…
Nós trabalhamos com os canudinhos e linha de pipa (fio 10), segundo instruções do artigo “Varetas, canudos, arestas e … sólidos geométricos” de Ana Maria Kaleff e Dulce Monteiro Rei.
Segundo Kaleff, “embora os “esqueletos” obtidos forneçam uma representação grosseira da figura geométrica, seu uso é indicado devido à sua fácil manipulação, o que permite rapidez na construção das estruturas, sendo, portanto, mais indicado para as atividades a serem realizadas por alunos das séries iniciais”, mas nada impede a construção nas demais séries.
Importante: Para não ficarmos na construção pela construção, é bom pensar em uma forma de registro e elaborar um “roteiro” com alguns questionamentos (de acordo com a série trabalhada) sobre os modelos construídos, por exemplo: número de faces, número de arestas, quantas arestas concorrem em cada vértice, esboço da planificação, etc.
O vídeo acima foi uma das sugestões apresentadas na oficina, mas há outras na página NRE Itinerante 2009.
Alguns professores já aplicaram em suas turmas e aprovaram. Caso tenha outras sugestões de textos, vídeos, experiências com poliedros,… compartilhe conosco.
A LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008 altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
Assim, o art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena”.
Na disciplina de Matemática, abordar conteúdos mediante a ideia de inseri-los numa perspectiva que contemple a História e Cultura Africana, Afro-Brasileira e Indígena, encontra certas dificuldades devido o pouco material que fundamenta essas abordagens e dada a especificidade de cada conteúdo. No entanto, as tendências em Educação Matemática presentes nas Diretrizes Curriculares do Estado possibilitam várias abordagens da História e Cultura Africana, Afro-brasileira e Indígena no encaminhamento de conteúdos matemáticos, e também por meio de brincadeiras e jogos ensinados e praticados entre comunidades ou descendentes de africanos ou indígenas.
Uma das sugestões foi o jogo Shisima, um jogo de três alinhados, jogado pelas crianças da parte ocidental do Quênia. Na língua tiriki, a palavra shisima quer dizer “extensão de água”; eles chamam as peças de imbalavali ou pulgas-d’água. As pulgas-d’água movimentam-se tão rapidamente na água que é difícil acompanhá-las com o olhar.
Além da investigação sobre o jogo (histórico, regras,…), com a construção do tabuleiro é possível explorar conceitos matemáticos de geometria (raio, diâmetro, círculo, circunferência,…), frações, medidas.
As construções geométricas auxiliam tanto na observação, como na compreensão, visualização e na formulação de muitas das propriedades métricas e geométricas das figuras planas. Em nossa oficina, construímos “caixinhas”, mas sempre explorando os conceitos envolvidos: raio, diâmetro, mediatriz, perpendicular, etc., tomando o cuidado para que o trabalho em sala não se resuma em “construção pela construção”.
Na primeira construção exploramos questões como:
Qual a área do modelo? (Com o cálculo algébrico chega-se a uma função quadrática)
Quantas dobraduras podem ser feitas com uma folha de cartolina desperdiçando o mínimo de papel possível?
Qual o perímetro do modelo? (algebricamente chega-se a uma função afim)
Outras questões podem surgir dependendo da turma e série trabalhada. O mesmo poderá ser feito com a construção 2.
Sugestões:
- Uso de softwares como: régua e compasso, geogebra (disponíveis nos laboratórios do Paraná Digital)